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Ederson Moraes: o gurí que deixou Osasco para abraçar as balizas do Mundo inteiro

Ederson Moraes: o gurí que deixou Osasco para abraçar as balizas do Mundo inteiro

1 Junho, 2017
Atualidade

Ederson Moraes: o gurí que deixou Osasco para abraçar as balizas do Mundo inteiro

Dezassete de agosto de 1993. Em Osasco nascia Ederson Moraes, novo guarda-redes do Manchester City e o segundo mais caro da história da posição, após a confirmação do negócio junto do SL Benfica por 40 milhões de Euros. Para o conseguir, incluiu na sua história passagens por São Paulo FC, GD Ribeirão ou Rio Ave FC até singrar no Estádio da Luz.

No Tricolor Paulista era conhecido como o “gordinho”, pela sua feição física, e era visto como um guardião de potencial numa equipa em que Rogério Ceni era absolutista. Conta o Goal.com que, “aos dezasseis anos, até teve uma oportunidade de renovar contrato, mas, para isso, precisaria aceitar ser emprestado ao Toledo. Recusou e logo em seguida seguiu para o Futebol Português.” Pela porta do Estádio da Luz entrou e militou entre as camadas jovens dos Encarnados, onde até marcou um golo de baliza-a-baliza aos três minutos de um jogo dos sub-19 frente ao SC Braga (7-1).

O pontapé e a força aplicada nos seus remates fizeram dele uma mossa para as equipas adversárias que se começavam a preocupar não só pelo que defendia, mas também pelo que construía no GD Ribeirão, que em 2011/2012 até lhe deu oportunidades para converter livres diretos.

Uma temporada bastou no terceiro escalão e o Rio Ave FC adquiriu os seus serviços. Em Vila do Conde viveu uma época de transição e em 2013 começaria a assumir os galões da baliza do vento. Atingiu níveis de rendimento e de evolução assinaláveis, levou o clube à final da Taça de Portugal – perdida frente ao SL Benfica -, e voltou aos Encarnados, por onde andou a crescer na equipa B até à lesão de Júlio César, que lhe possibilitou dez jogos memoráveis no final de 2015/2016.

Desde então, assegurou-se como escolha preferencial para o treinador Rui Vitória e fez da baliza das Águias o seu habitat natural, valendo-lhe já o habitué entre as escolhas da seleção Brasileira que vai disputar a Taça das Confederações após dezassete balizas virgens na Primeira Liga 2016/2017, além de uma assistência no jogo que consolidou o título.

Ao oitavo ano em Portugal, o gurí de Osasco – cidade São-Paulina cujo motto é “urbs labor” (n.d.r. “cidade trabalho) -, Ederson Moraes abriu caminho para a Premier League para chegar à camisola número 1 da seleção do Brasil e deixar o seu nome entre a roda histórica do Futebol Mundial.

[Imagem @Miguel Barreira / Cofina]