destaques

Paulo Grilo e 50 anos de baliza no Dia Nacional do Guarda-Redes: «Continuo a sonhar como o tal menino»

Paulo Grilo e 50 anos de baliza no Dia Nacional do Guarda-Redes: «Continuo a sonhar como o tal menino»

18 Dezembro, 2025
Datas e Celebrações

Paulo Grilo e 50 anos de baliza no Dia Nacional do Guarda-Redes: «Continuo a sonhar como o tal menino»

Festeja-se o Dia Nacional do Guarda-Redes e Paulo Grilo, com uma vida dedicada à função de guarda-redes e à profissão de treinador de guarda-redes, partilhou a O Mundo dos Guarda-Redes a sua carta aberta ao Ser Guarda-Redes, para assinalar a data que se comemora há dez anos.

Guarda-redes com carreira, enquanto sénior, em clubes como Sintrense, Estrela FC, Mem Martins SC, Atlético do Cacém, Estoril Praia, FC Alverca, Amora FC, Imortal DC, Vilanovense FC, Odivelas ou Atlético CP, entre outros, atualmente com 56 anos dedica-se há dezoito ao treino de guarda-redes, tendo já experiências em nove países diferentes: Arábia Saudita (Al-Ettifaq e Al Ittihad FC), Cabo Verde (seleção), Emirados Árabes Unidos (Al Sharjah), Irão (Tractor), Bulgária (CSKA Sofia), Estados Unidos (Philadelphia Union e Orlando City), França (Bordeaux), Polónia (seleção), Brasil (Flamengo) e Qatar (Al-Shamal), sempre em prol de uma paixão que compartilha connosco nas próximas linhas:

O Sonho de menino a paixão da vida
«Era apenas um menino com sonhos. O maior era ser guarda-redes. Na minha infância passávamos o dia na rua a jogar à bola e eu desde sempre queria fazer aquilo que mais me fazia feliz: VOAR. Não no sentido da palavra mas era o que eu sentia quando fazia as defesas e sentia aquela magia que só nós sabemos.
Foram vinte anos incríveis de profissional, vividos sempre com o pensamento que nunca iria acabar e que aquilo era para sempre, mas tudo tem um tempo e quando chegou aquele momento com 38 anos de idade parecia que o meu mundo ia acabar, que não havia como continuar o que mais amava fazer.
Mas felizmente tive a felicidade de, depois, ser possível fazer o que mais próximo me iria fazer sentir aquele sonho de menino e aí estou eu a ser Treinador de Guarda-Redes, a segunda melhor profissão do mundo. Hoje acordo e continuo a ter gratidão por ter o privilégio de poder partilhar todos os dias com os meus guarda-redes, os meus meninos sonhadores, aqueles que me fazem sentir tão feliz ,e de novo, nestes últimos 18 anos, sentir que vai ser para sempre.
Sei que não vai ser mas enquanto for, vai ser sempre o que mais feliz me faz e com que me sinta especial.
Continuo a sonhar como o tal menino que tinha o tal sonho.
Ser Guarda-Redes é ser diferenciado, ser um lutador, ser um líder, mas acima de tudo ser FELIZ.

Paulo Grilo»