Rui Patrício venceu o seu segundo título com a seleção de Portugal em 2019 através da conquista da Liga das Nações, com grande intervenções na vitória por 1-0 na final frente aos Países Baixos. Recordámos a sua importância no alcance a este troféu na semana em que anunciou a sua retirada, seis anos depois, aos 37.
Após um Mundial’2018 sem grande expressividade para além de uma defesa decisiva e de qualidade que permitiu a vitória frente a Marrocos (1-0) na fase de grupos, então com 31 anos e ao serviço do Wolverhampton, o lendário guarda-redes integrara-se na fase final da competição junto de um grupo de baliza estabilizado desde 2017, acompanhado por Beto Pimparel e José Sá, bem como Fernando Justino como treinador de guarda-redes. Partiu para a prova com 79 internacionalizações – a uma de igualar recordista entre os números 1 na categoria AA da FPF, Vítor Baía.
A abrir, na meia-final a cinco de junho desse ano, Rui Patrício viu a Suíça marcar-lhe um golo, mas não foi impeditivo de passar à segunda final internacional em três anos – pós Euro’2016, Portugal logrou o terceiro lugar da Taça das Confederações’2017 com vitória sobre o México (2-1). Enfrentou-se, então, os Países Baixos na final no Estádio do Dragão e o agora ex-guarda-redes tornou-se figura maior: cifrou o novo número recorde para o maior número de internacionalizações AA de um guarda-redes na FPF e foi a principal figura da conquista com três defesas que permitiram o segundo troféu da história da seleção, repetindo a importância que tivera no Euro’2016.